Postagens

PENALVA – A CONTAÇÃO DA HISTÓRIA.

Imagem
PENALVA – A CONTAÇÃO DA HISTÓRIA. Em 1783, o governador da província do Maranhão, o português, José Teles da Silva, natural da cidade de Penalva do Castelo, em Portugal, após a sua nomeação, por ato da rainha D. Maria I, esposa de D. João V, rei de Portugal, aproveitou as vias navegáveis da província para conhecer a região da baixada maranhense, fazendo-se acompanhar dos jesuítas, navegou pelos rios Mearim, Pindaré, Cajari e Maracu, chegando até a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viana. Encantado com as belezas naturais da região, fez contato com índios Gamelas e Timbiras e visitou uma colônia de pescadores que habitavam em palafitas, no lugar chamado Boca do Lago Cajari, denominando aquela viagem, com o nome de missão de São José do Cajari. Após o seu retorno para a capital da província, São Luís, atendendo a pedidos dos jesuítas, mudou o nome da missão para missão de São José de Penalva, em homenagem à sua terra natal, a cidade portuguesa de Penalva do Castelo. Em 1808, c...

PENALVA, UMA CIDADE PLANEJADA

Imagem
  PENALVA, UMA CIDADE PLANEJADA. Penalva teve origem no sítio São Braz e foi povoada pelos jesuítas e colonos. O traçado da cidade foi feito pelo português, José da Serra Marques, agrimenssor e construtor. As cidades planejadas se diferenciam das chamadas cidades naturais por partirem de algum projeto pré-definido. A cidade recebeu esse nome em homenagem à Penalva do Castelo, em Portugal, terra de nascimento dos seus precursores: Pompeu Marques, Joaquim Mariano Marques, José da Serra Marques e Cláudio de Sá.   Após a transferência do orago, do sítio São Braz para a sede, foi construída a igreja de São José, e no entorno do largo da matriz construíram uma escola, o prédio da câmara e um monumento para homenagear a história. Em seguida, com apoio do governo provincial e dos jesuítas, começou a ser definido o perímetro urbano, com a demarcação de suas primeiras vias, em traçados quadrangulares e perfeita harmonia, na largura e no tamanho dos terrenos. Penalva mereceu tal distin...

PENALVA, UMA CRIAÇÃO DO IMPÉRIO.

Imagem
  PENALVA, UMA CRIAÇÃO DO IMPÉRIO.           A criação de freguesias e vilas durante o império era uma atribuição dos conselhos imperiais. Em julho de 1.858, por proposta do conselho local os deputados da Assembleia Provincial do Maranhão, aprovaram a Lei nº510, que criou a Freguesia de São José de Penalva, desmembrando-a da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viana; lei esta sancionada pelo vice-presidente da província João Pedro Dias Vieira. Este povoado,   com apoio da igreja católica, sob o comando dos jesuítas e colonos portugueses, foi uma criação do império que recebeu o nome de freguesia, porque esta era a denominação fundiária em Portugal, para as pequenas localidades. Nessa ocasião, regido e autorizado pela mesma lei provinciana, entra em funcionamento o Engenho de Sansapé, administrado por José Mariano da Cunha Magalhães e jesuítas, como empreendimento gerador de trabalho, renda e produção de açúcar, destinado à exportação para europa...

HISTORIOGRAFIA DE PENALVA

Imagem
  HISTORIOGRAFIA DE PENALVA Este tema traz uma proposta para análise dos estudos históricos de Penalva, incluindo a relação da história com o ensino. A ideia é apresentar um conteúdo, didático, que aborde temas como governo imperial, sociedade colonial, escravidão e república. Será um programa que apresentará, de forma didática, procedimentos e métodos que distinguem a produção de conhecimentos, que ajudem a explicar o passado, com princípio, meio e fim. Atualmente Penalva não tem uma temática marcada pela obra de um professor ou historiador que inclua o Engenho de Sansapé, como ponto inicial da sua criação, Lei Imperial nº510, de 27/07/1858. Embora não tenhamos um método, para isto, esta façanha, encontrará caminho, sobretudo, por professores e alunos a partir do conhecimento da história. A importância desta narrativa, na formação do educando, não só promove o amor telúrico, como permite ao aluno entender melhor o espaço em que vive e conhecer a sua ancestralidade, com base na h...

O CAMPO DA HISTÓRIA

Imagem
  O CAMPO DA HISTÓRIA Ao olhar para minha história de setenta e cinco anos, tenho vários motivos para me orgulhar. Entre muitos posso destacar o retorno para minha terra natal. Este feito merece destaque especial, porque pude realizar um sonho, idealizado na adolescência, quando saí aos 13 anos de idade, para a capital, em busca de trabalho, conhecimento e oportunidades. Agora quero celebrar o meu retorno, valorizando o passado, festejando o presente e apostando no futuro; reconhecendo que até aqui foi bom! Este momento de reconhecimento, revive, em mim, um profundo sentimento de gratidão e saudade. É a passagem do tempo fazendo mudanças em minha vida! Bons tempos que não voltam, mas faço história, na minha vida e na vida da minha cidade, porque foi aqui que formei a base das minhas melhores lembranças, da infância e juventude; suporte necessário para a construção do saber histórico, que me motiva a torná-lo o mais próximo, possível, do que aconteceu. É com esse desejo de faze...