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PENALVA, UM PARAÍSO SILVESTRE.

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  PENALVA, UM PARAÍSO SILVESTRE. Penalva é também conhecida como a Princesa dos Lagos. É o melhor lugar da baixada maranhense para se apreciar a vida silvestre. A cidade é orlada por campos naturais, ladeada por terras baixas, alagadiças e verdejantes, que alimentam a vida de milhares de animais. À beira-campo é possível contemplar uma infinidade deles e se surpreender a cada momento com esse paraíso da natureza. Embora não seja ambientalista de formação, defendo e protejo o meio ambiente. Sou contra a caça esportiva, a pesca predatória e a plantação de eucaliptos. O que está acontecendo na Ilha do Formoso, é um crime ambiental, igual a barragem da Trizidela. Contudo, os autores ainda podem ser responsabilizados, nas áreas cível e penal, por crime contra o meio ambiente. O desmatamento desordenado que vem ocorrendo naquela região, não só quebra o encanto da ilha misteriosa, como muda o bioma e traz grande prejuízo para a reserva ambiental; com consequências danosas e irreparáve...

ENGENHOS

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  ENGENHOS PARTE 4   Portugal O primeiro engenho de açúcar registrado em território português pertenceu a Diogo Vaz de Teive , escudeiro do Infante D. Henrique , com contrato de construção datado de 5 de dezembro de 1452. Localizava-se na Ilha da Madeira , no então lugar da Ribeira Brava , Capitania do Funchal . A força motriz deste engenho era a água da ribeira . Os primeiros engenhos da ilha eram todos movidos a água ou pela força de bois , sendo os cilindros construídos algumas vezes com madeira de til , nessa época muito frequente. Além dos engenhos, existiam também as alçapremas ou prensas manuais. Não consta da documentação, qual o processo de que se serviram os proprietários de engenhos e alçapremas para fabricar o açúcar, mas supõe-se que esse processo consistisse em fazer cozer as garapas em caldeiras até obter a consistência de um xarope espesso, sendo neste ponto transferidas para vasos furados no fundo, onde se depositariam os cristais, saindo o liquido...

OS TROPEIROS EM PENALVA

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  OS TROPEIROS EM PENALVA A palavra tropeiro vem de tropa, que significa homens que transportam mercadorias em burros e cavalos. Até meados do século XX, os tropeiros tiveram grande importância na economia de Penalva, além da sua participação cultural relevante como veiculador de costumes, ideias e notícias entre as localidades distantes, entre si, numa época que não existiam estradas na nossa região. Em Penalva, como nas demais localidades da baixada maranhense, o transporte hidroviário, nas modalidades fluvial e marítimo, eram únicos, não havia estradas ou ferrovias. As mercadorias, como babaçu, arroz, milho, farinha, fumo, couros, açúcar mascavo e outras, chegavam ao porto de embarque nos lombos de mulas e cavalos, conduzidas pelos tropeiros. A necessidade desse transporte, em grande parte, foi incentivada pela própria Coroa Portuguesa. Tal ação tinha por objetivo reduzir ao máximo a quantidade de escravos envolvidos com outras atividades.   O comércio foi a ativida...

ENGENHOS

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  ENGENHOS PARTE 3     Engenho de Açúcar De acordo com pesquisas do historiador Rainer Sousa, foi o colonizador português Martim Afonso de Souza que trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e realizou a disseminação dessa primeira atividade de exploração econômica no Brasil. A produção desse tipo de gênero agrícola aconteceu por conta do conhecimento anterior de técnicas de plantio e preparo que permitiriam o desenvolvimento de tal atividade na América Portuguesa. Contudo, a fabricação do açúcar não dependia somente do plantio da cana em terras férteis. Para que o caule da cana fosse transformado no açúcar a ser consumido em diferentes partes da Europa, era necessário que várias instalações fossem construídas. Mais conhecidos como engenhos, tais localidades eram compostas por uma moenda, uma casa das caldeiras e das fornalhas e a casa de purgar. Com o desenvolvimento da economia açucareira, os engenhos se espalharam de forma relativamente rápida no espaço c...

CARRO DE BOI NOS ENGENHOS

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  CARRO DE BOI NOS ENGENHOS   O carro de boi surgiu no Brasil com os primeiros engenhos de açúcar, foi trazido pelos portugueses na época da colonização. Era o carro de boi que mobilizava a maior parte do transporte terrestre durante os séculos XVI e XVII. Transportavam materiais de construção para o interior e voltavam para o litoral carregados de pau-brasil e produtos agrícolas produzidos nas lavouras interioranas. No Brasil colonial, além dos fretes, o carro de boi conduzia famílias de um povoado para outro; muitas vezes transformado em carro-fúnebre e os carreiros precisavam lubrificar os eixos com sebo de gado ou azeite de carrapato, para evitar a cantoria em hora imprópria. O som estridente, característico dos carros de bois, chamado de canto, lamento ou gemido, também faz parte da nossa cultura. Nos primeiros tempos da colonização, além de manter em movimento a indústria açucareira, da roça para o engenho, o carro de boi transitava pelas cidades, sendo proibido ma...